Sexta-feira, Maio 30, 2008

Fim

Sempre quando acaba um filme, um livro ou quando alguém me visita e vai embora fica aquela sensação de vazio. Sinto isso com quase tudo na minha vida que acaba. Depois passa, é claro. Nem dura muito tempo a sensação. Quer dizer, eu acho. Mas incomoda. Incomoda porque é como uma pedra no sapato. Depois de um tempo, ou a gente tira ou se acostuma com ela. "A distância entre nós" é bacana. Um fim com mensagem de liberdade. Legal isso. Mas ficou aquela sensação de só a desgraça te traz liberdade.

Cine francês

Estou adorando esta minha nova fase de amor ao cinema francês. Sempre achei um porre os filmes fraceses, com raríssimas exceções, é claro, porque não costumo generalizar as coisas. Mas nos últimos dias vi dois: "5x2", um filme do François Ozon, com a Valeria Bruni Tedeschi, super sensual no filme, ganhadora do prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza e que de boba tem nada. O outro foi "Sept ans de mariage", do Didier Bourbon, que aparece também no "Um bom ano". Engraçado, patético muitas vezes e real outras tantas.



Terça-feira, Maio 27, 2008

Motivos simples

Só para eu lembrar que eu posso fazer as coisas com calma, sem atropelos, e como posso me orgulhar de fazer coisas simples e prazeirosas:
  • Voltei a estudar francês pelo site da BBC. Comecei ficando p. da vida ao saber que tinha esquecido tantas coisas, depois de falar francês fluentemente. Mas enfim, baby steps novamente. Em algum lugar da minha cabeça está guardado tudo aquilo.
  • Estou quase terminando "A distância entre nós", romance da Thrity Umrigar.
  • Comi um prato enorme de salada de alface com atum e fruta de sobremesa. Vida natural é o meu objetivo.
  • Dei 6 voltas no parque caminhando.

Quinta-feira, Maio 22, 2008

Me dá uma raiva de gente que está aqui há menos de uma semana e acha que conhece o país e generaliza defeito e qualidade. Ô, gentinha! Ô, pobreza de cérebro! Ô, falta de neurônio. Se tivesse neurônio para vender no supermercado, juro que comprava para dar de presente. Juro.

Quero ser Hiam Abbass

Se eu fosse homem, casaria com a Hiam Abbass. Que mulher inteligente, charmosa e sexy! Quando crescer, quero ser igual a ela. Ontem vi parte do filme "Béthune sur Nil", com umas legendas fraquinhas, fraquinhas. Mas vale a pena pelo trabalho dela e pelas músicas, claro. "The Syrian Bride", em que ela também participa, é ótimo, mas "Satin Rouge" ainda é meu preferido. Estou baixando "Etz Limon" para ver. É do mesmo diretor do "The Syrian Bride", Eran Riklis. Ao lado, com o cabelo preso e recatada, no "Satin Rouge".

Quarta-feira, Maio 21, 2008

Como diria Drummond: A bunda é a bunda, redunda.

Hoje é só ter uma bunda bonita que o sucesso está garantido. Vou te contar! Por que estas mulheres do BBB dão tanta entrevista e viram até capa de revista como exemplo de carisma? É o fim do mundo. Para que estudar, né? Só malhar a bunda serve.

A fé

Chega uma época na vida de todo mundo em que começam as questões. A gente começa a fazer perguntas e a procurar respostas para elas. Entretanto, as perguntas vêm fáceis, em enxurrada, dilacerando e destruindo o que tem pela frente. As respostas chegam arrastadas, com dificuldade. Fica difícil, muito difícil, mas tenho tentado viver assim. Não tenho uma religião propriamente dita. "Tenho um lado espiritual, independente de religiões", como diz o orkut. Rezo quando preciso, eu confesso. Mas nem sei exatamente para quê ou para quem. Ultimamente tenho lido muito sobre o islamismo. Não que eu vá me tornar muçulmana, nada disso. Não tenho força de vontade necessária para não questionar a fé e viver nela as 24 horas por dia. Mas admiro muito a fé muçulmana. Tenho devorado livros que misturam um pouco a questão da mulher dentro da religião. Eu sempre gostei do tema, mas antes, quando ainda não era moda, havia pouquíssimos livros. Agora chovem livros sobre muçulmanos na livraria. Estou lendo "O rosto atrás do véu", um livro sobre as mulheres muçulmanas que vivem nos EUA. Interessante, mas com um ar "como é legal viver nos EUA" que me irrita profundamente.


É interessante saber que várias americanas estão se convertendo ao islamismo. Aliás, eles nem dizem converter. A expressão correta, neste caso, é reverter, porque os muçulmanos acreditam que todos nascemos no islamismo, só que somos levados a outras religiões. Em uma década, o número de muçulmanos nos EUA dobrou e é uma das religiões que mais crescem no país. Mas não é só de gente que resolve virar muçulmana não. Os conflitos em países islâmicos são importantes. De acordo com o livro, mais de 229 mil refugiados muçulmanos de 77 países chegaram nos EUA entre 1990 e 30 de setembro de 2004. Os países que mais "exportam" refugiados são: Sudão, Bósnia, Irã, Iraque, Afeganistão e Uzbequistão.

E se...

Este frio que gela a alma e deixa meus pés frios... Esta vontade de ser alguém mais, mas sem saber quem... E esta vontade de desaparecer, um dia desaparece sem que eu desapareça? E estas lágrimas pesadas, sem rumo, que brotam da fonte, um dia secam? E se secam, eu serei mais leve? E se sou mais leve, serei mais feliz?

Terça-feira, Maio 20, 2008

Os sinais

Eu sempre acreditei em sinais. Nem sempre os sigo. No entanto, durante o caminho que vai sendo traçado, acredito que a vida vai mostrando também por onde ir. Desde domingo coisas vêm acontecendo. Primeiro, num passeio ao Parque Kennedy bem tarde, com uma chuvinha agradável e com a madrugada aparecendo, um pombo caga na minha cabeça. E hoje, dirigindo pela Costa Verde, uma estrada à beira da praia com um barranco do outro lado, uma pedra cai no meu carro, destrói o vidro da frente e eu fico com estilhaços por todo o corpo, mas não causaram ferimentos. Fui à clínica e tudo perfeito. Gostaria de saber o que a vida quer dizer com isso agora que estou passando por este período tão complicado.

Quinta-feira, Maio 15, 2008

Peso

Como é bom tirar um peso das costas e falar com alguém quando alguma coisa incomoda. O bolo na garganta se desfaz e a gente divide o peso de uma responsabilidade que no fim das contas, é só minha.

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Ensaio sobre a Cegueira

Eu não gosto muito do Saramago. Aliás, só li um livro dele: "Ensaio sobre a Cegueira". E não gostei. Achei lento, indigesto, pesado, soturno demais, lúgubre ao extremo, exageradamente metafórico. Uma canseira este livro. E é um saco você dizer isso sem que mil pessoas venham com todo aquele ar pomposo de intelectual afirmar: você não entendeu o que o Saramago quis dizer. Como me irrita isso. Por que as pessoas têm que gostar de todos os leitores que ganham o prêmio Nobel? Acho um saco isso. O gosto pela leitura é meu e eu decido do que gostar ou não.

Agora tem aí o filme do Fernando Meirelles, que eu adoro, e que parece que já é um sucesso em Cannes. O elenco é maravilhoso: Juliane Moore e Gael García Bernal, que diga-se de passagem não precisava ser talentoso, né? Enfim, vou esperar chegar o filme por estas bandas para ver e mudar minha percepção desastrosa sobre o "Ensaio sobre a Cegueira".

Terça-feira, Maio 13, 2008

Grande Amy!

O que é Amy Winehouse? Que voz! Estou apaixonada pelas músicas dela e pelo look.

Humor universal

Outra coisa bacana que eu conheci por aqui foram os Les Luthiers, grupo também argentino. Nunca os vi ao vivo, infelizmente, só em vídeo. No youtube tem umas coisas bem interessantes. É um grupo cômico, mas com um talento musical incrível. É um humor bem inocente, universal, doce, eu diria. Eu adoro.

Soy vulnerable a Calamaro


Uma das melhores coisas quando se vive em um país onde se fala espanhol é conhecer compositores e cantores que não conheceria se eu não morasse aqui. Talvez por ignorância mesmo. Não por estupidez. Simplesmente por ignorar músicas em espanhol e conhecer só os já conhecidos, como Sabina e Silvio Rodríguez, por exemplo.

Descobri Andrés Calamaro há uns 3 anos. Desde então, sou fã dele. Ele é argentino, inteligente, tem um jeito super charmoso que eu simplesmente a-do-ro: jeito descabelado, desarrumado e sensível.

Uma das músicas que eu mais gosto é "La parte de adelante", que eu costumo gritar a todo pulmón. É sensual sem ser explícita. Bom saber que se pode fazer música sensual com inteligência, sem cair nestes Créus da vida com Mulher Melancia de carona. Deus me livre!

Soy vulnerable a tu lado más amable
Soy carcelero de tu lado más grosero
Soy el soldado de tu lado más malvado
Y el arquitecto de tus lados incorrectos

Soy propietario de tu lado más caliente
Soy dirigente de tu parte más urgente
Soy artesano de tu lado más humano
Y el comandante de tu parte de adelante

Soy inocente de tu lado más culpable
Pero el culpable de tu lado más caliente
Soy el custodio de tus ráfagas de odio
Y el comandante de tu parte de adelante...

Segunda-feira, Maio 12, 2008

Não quero mais porquês

Eu sempre fui uma pessoa de perguntar "por que". Sempre quis saber o porquê de tudo. Não me conformo com uma resposta sem ele. Por que é tão difícil entender as pessoas? Por que as pessoas complicam tanto a vida? Será que eu também sou assim? Será que eu sou como os outros? Mas se eu condeno os outros, por que haveria de ser como eles? Outro dia meu marido queria ver um dvd sobre física quântica. Eu neguei na hora. Tenho certeza que o documentário tinha mais questionamentos que respostas. Não quero mais me fazer tantas perguntas. As perguntas são o freio da minha vida. Não quero porquês. Quero ser simples. Esta é minha meta.

A mil

Tantas idéias, tanta coisa para viver e fazer. Às vezes a vida não cabe nela mesma.

What?


Mesmo tendo deixado de trabalhar na revista, eu não perdi o hábito de ver estas coisinhas fúteis sobre a vida das celebridades. Eu sempre achei a Heidi Klum linda, turbinada e sensual. Perfeita. Mas ela tem o peito no joelho! O soutien da Victoria´s Secret é o máximo mesmo. É milagroso! Enfim, arrumadinhas e usando uma boa marca, todas podemos ser bonitas. Difícil é ir dormir e acordar bonita sem nada disso. Será que alguma mulher consegue?